Inclusão digital brasileira

Já repararam como o termo “inclusão digital” de tão corriqueiro, já se tornou um jargão no Brasil? Logo no nosso país, com tantas dificuldades – impostos, burocracia, educação – para facilitar o acesso aos computadores.
Em termos concretos, incluir digitalmente não é apenas “alfabetizar” a pessoa em informática, mas também melhorar os quadros sociais a partir do manuseio dos computadores. Como fazer isso? Não apenas ensinando o bê–á–bá do informatiquês, mas mostrando como ela pode ganhar dinheiro e melhorar de vida com ajuda daquele monstrengo de bits e bytes que de vez em quando trava.
O erro de interpretação é comum, porque muita gente acha que incluir digitalmente é colocar computadores na frente das pessoas e apenas ensiná–las a usar Windows e pacotes de escritório. A analogia errônea tende a irritar os especialistas e ajuda a propagar cenários surreais da chamada inclusão digital, como é o caso de comunidades ou escolas que recebem computadores novinhos em folha, mas que nunca são utilizados porque não há telefone para conectar à internet ou porque faltam professores qualificados para repassar o conhecimento necessário.
Somente colocar um computador na mão das pessoas ou vendê–lo a um preço menor não é, definitivamente, inclusão digital. É preciso ensiná–las a utilizá–lo em benefício próprio e coletivo.

 
Casos curiosos da “inclusão digital”:

SUPORTE: “Em que posso ajudar?”
CLIENTE: “Estou escrevendo o meu primeiro e-mail”
SUPORTE: “OK, qual é o problema?”
CLIENTE: “Já fiz a letra ‘a’. Como é que se faz o circulozinho em volta dela?”

CLIENTE: “A internet também abre aos domingos?”

*Depois de um tempo falando com o atendente do suporte:
SUPORTE: “O que tem do lado direito da tela?”
CLIENTE: “Uma samambaia.”
SUPORTE: silêncio…

SUPORTE: ” serviço de atendimento ao cliente HP. Sérgio falando. Em que posso ser útil?”
CLIENTE: ” Tenho uma impressora HP que precisa ser reparada.”
SUPORTE: ” Que modelo é?”
CLIENTE: ” É uma Hewlett-Packard.”
SUPORTE: ” Isto eu já sei. É colorida ou pret-e-branco?”
CLIENTE: ” É bege.”

Publicado em: on Dezembro 4, 2008 at 1:51 am Comentários (1)
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Um Comentário Leave a comment.

  1. Realmente a teoria é muito mais bonita que a prática quando se fala de inclusão digital.

    Ah… acho que já ouvi em algum lugar o primeiro e o segundo exemplos :P

    Beijos!


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