Acho um absurdo aquele monte de comercial no cinema, antes dos traillers… Afinal de contas, se quisermos ver os novos modelos de carros ou ainda a conscientização de uma empresa de cosméticos com a preservação da natureza, ligamos a televisão e vemos os mesmos, sem qualquer modificação. Porém, no domingo quando fui assistir As duas faces da lei, eis que um comercial muito bom do desodorante Axe rouba a cena e causa comoção geral do público daquela sala de tão hilário.
Ainda não tem a versão em portugês na internet, mas é idêntica a esta espanhola, não muda nada… Sendo que o destaque fica para a cena final da praia. Divertidíssimo!
Para fins de curiosidade, até o final do século 19, o suor e seu odor eram bem aceitos, especialmente como fator de atração sexual. O imperador Napoleão escreveu à amante Josefina: ‘Estarei aí em três dias, por favor não se lave…’. Possuímos uma poderosa memória olfativa e a lembrança dos odores em situações íntimas podem desencadear a excitação. Mas, durante o século 20, a eliminação desse odor natural fez parte do processo civilizatório. O uso do desodorante passou a ser quase obrigatório. Os produtos modernos atuam em duas frentes: contêm substâncias antiperspirantes, geralmente sais de alumínio, que obstruem os dutos das glândulas, impedindo que grande parte do suor saia; e ainda trazem agentes anti-sépticos como o Triclosan, que tornam o pouco suor que saiu um meio insuportável para as bactérias que causam o mau cheiro. A mistura costuma funcionar um bom tempo, mas as bactérias não são eliminadas por completo. Assim, num país quente como o Brasil, é essencial a reaplicação do desodorante, sempre depois de um bom banho.